quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Forno de Bier

O Forno de Bier é um exemplo de termoterapia, isto é, o uso de mudanças de temperatura com fins terapêuticos. No entanto, existem poucas evidências científicas de sua efetividade no tratamento de patologias. É considerado um recurso antiquado e atualmente em desuso por haver métodos com segurança e efetividade já comprovadas. Ainda é utilizado, no Brasil, em serviço de infraestrutura precária ou por profissionais pouco preparados.
Basicamente é um forno usado com ênfase terapêutica, visando principalmente provocar uma dilatação nos vasos sangüíneos superficiais que promoverão uma vascularização em algumas parte do corpo, como extremidades (braços e pernas). Seu calor é considerado superficial e de rápida dispersão, não atingindo de forma eficiente a profundidade de tendões, músculos e articulações. Exitem métodos de termoterapia mais eficazes no aquecimento de tecidos mais profundos como o ondas curtas e ultrassom.
Sua temperatura terapêutica pode variar de 40 a 50°C, onde antes de utilizá-lo, o paciente ou cliente deverá ser submetido a testes de sensibilidade cutânea.
Quanto às suas modalidades tem-se calor seco e calor úmido, na primeira técnica a aplicação é de forma tradicional, na segunda coloca-se uma toalha úmida no local a ser tratado.
Fisicamente, na técnica calor seco a transmissão física tendenciosamente é por convecção, onde para as interfaces posteriores, a transmissão fica a cargo da condução. No caso calor úmido, a técnica de transmissão de calor é por condução, já que aquece-se a toalha com consequente aquecimento posterior dos tecidos orgânicos.
A duração da técnica é de aproximadamente 30 a 40 minutos, onde o resultado esperado é o da hiperemia (vermelhidão local), sinal este da vasodilatação.
Deve-se enfatizar que o teor da hiperemia é baseada na resposta sanguínea local e também no tom de pele do indivìduo submetido ao equipamento.
Tipos de Forno de Bier: 1) com termostato - o aparelho apresenta um termostato de controle de temperatura 2) sem termostato - apenas apresenta uma tecla (on/off)
É de total importância que durante uma aplicação fique claro que por ocluir as entradas do equipamento, a temperatura subirá durante a sessão terapêutica o que torna necessário manter uma temperatura ideal para cada indivíduo, logo a temperatura do termostato não representa a temperatura interna do equipamento, fator este que acaba trazendo desconforto aos pacientes em geral.
Formas de manutenção da temperatura: 1) Perguntar ao paciente ou cliente se está confortável. 2) Colocar a mão no interior do equipamento 3) Se possível deixar alguns minutos um termômetro em seu interior.
História
O equipamento tem como histórico, seu desenvolvimento datado no período das grandes guerras, visto a grande incidência de amputações e lesões traumato-ortopédicas geradas nas mesmas.
Aceitação no mercado
Atualmente, sua procura no mercado Brasileiro aumentou, visto o advento de inúmeras técnicas usadas na Fisioterapia Dermatofuncional e Estética em geral.
Indicações
Artralgia
Artrose
Artrite(fase crônica)
Contusão
Contratura
Distensão
Dorsalgia
Entorse(fase crônica)
Espondilite
Lombalgia
Mialgia
Pós-Gesso
Pré-Cinesioterapia
Contra-Indicações
Perda de sensibilidade
Áreas anestesiadas
Transtornos circulatórios graves
Processo Inflamatório agudo
Estados febris
Período menstrual(lombar)
Infecção renal e urinária(lombar)
Gestante(lombar)

4 comentários:

Anónimo disse...

ótimo artigo!! esse equipamento está totalmente ultrapassado.

Ingrid disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ingrid disse...

Esse artigo ta muito bom,vai me ajudar na prova de recursos 1.

Anónimo disse...

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