segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Como Definir Postura?


Como Definir Postura?

Segundo o comité de postura da American Academy Of Orthopaedic Surgerous:

"Postura define-se geralmente como um arranjo relativo das partes do corpo. A boa postura é o estado de equilíbrio muscular e esquelético que protege as estruturas de suporte do corpo contra lesões ou deformidades progressivas independentemente da atitude (erecta, deitada, agachada, curvada), nas quais estas estruturas estão a trabalhar ou a repousar. Sob tais condições os músculos funcionam com mais eficiência, e posições ideais são proporcionadas para os órgãos torácicos e abdominais. A má postura é uma relação defeituosa entre as varias partes do corpo, que produz uma maior tensão sobre as estruturas de suporte, e onde ocorre um equilíbrio menos eficiente do corpo sobre a sua base de suporte" por Kendal, 1995.

É do nosso conhecimento que a postura é fruto genético de cada um. Mas sabemos também que ela também é afectada pelos nossos hábitos posturais, bem como as actividades profissionais e sociais. As deformações podem desenvolver-se a partir da influencia ambiental, padrões culturais da civilização moderna e sobrecargas sobre o corpo humano, principalmente quando as actividades são repetitivas, especializadas e excessivas. São estes vícios e atitudes posturais do dia-a-dia que vão determinar, em grande medida, a nossa forma, aspecto, e consequentemente interferir e condicionar a harmonia e funções do corpo humano. Infelizmente, a incidência de más posturas é alta, sendo cada vez mais frequente encontrarmos na sociedade um grande numero de pessoas com problemas posturais. Quem não se queixa a determinada altura da sua vida de problemas de coluna? Por estas razões aconselho-o a explorar toda a informação contida neste site para que conheça o método que com certeza o poderá ajudar, ou a alguém próximo, a atenuar o sofrimento dos problemas das ditas sociedades desenvolvidas.

Função Sexual e Fertilidade em homens após lesão Medular

Artigo publicado pelo Departamento de Medicina de Reabilitação da Universidade de Washington.
.Email: rehab@u.washington.edu


Muitas pessoas associam lesão medular à perca da função sexual, particularmente em homens, mas na verdade, paralisia hoje em dia não significa mais o fim de relacionamento sexual ou da habilidade para a paternidade.

Cerca de metade dos homens com LM são incapazes de apresentar ou manter uma erecção sem ajuda e, 95% de ejacular, diz Dr. Richard E. Berger, professor do Departamento de Urologia e Co-Diretor do Centro de Reprodução Sexual da Clínica Médica da Universidade de Washington. Ambos os problemas, diz Berger, podem agora ser conduzidos de maneiras diferentes.

Talvez o mais simples método de produzir uma erecção seja o de usar uma bomba de vácuo que se adapte ao pénis e que traga sangue para dentro dele por meio de sucção. Este método é muito efectivo e traz resultados satisfatórios em 80 a 90% dos homens que o utilizam, sendo que, além de tudo, é um método completamente não invasivo. Cuidados devem ser tomados para se evitar a formação do anel constritivo por mais de meia hora de cada vez, prevenindo assim, o risco de se formarem coágulos dentro do pénis.

"Uma bomba de vácuo custa, geralmente, menos do que US$500 (dólares)", diz Berger. A desvantagem é que o uso desse equipamento requer um planejamento e aptidão para usá-lo e alguns casais se sentem embaraçados para utilizar o equipamento. A bomba também pode causar hematoma no pénis se for bombeada com muita força ou por muito tempo.

Outro método para produzir uma erecção é injectar uma pequena quantidade de droga, usualmente a prostaglandina E-1, diretamente no pénis, para aumentar o fluxo sanguíneo. "Essencialmente, essa injecção faz o mesmo papel que os nervos fariam sobre os vasos sanguíneos" diz Berger. "Uma pequena agulha de insulina (da mesma utilizada pelos diabéticos) é utilizada no processo e, mesmo para homens com alguma sensação, não é muito doloroso."
Assim como no método de sucção/constrição, a dose da medicação deve ser ajustada para agir somente durante 30 minutos, para evitar o perigo de uma erecção muito prolongada. "As primeiras injecções são aplicadas numa clínica para que seja estabelecida a dosagem correcta", diz Berger. Injecções no pénis podem ser utilizadas somente uma vez por dia e existe o risco de causar ferimento no pénis, por isso, Berger recomenda que elas não sejam usadas mais do que 2 vezes por semana. Muitos homens com LM preferem este método porque é mais rápido e não requer um equipamento aparatoso. A droga funciona em 60-70% dos casos em que é utilizada e custa cerca de US$10 a US$20 (dólares) por injecção, dependendo da quantidade usada em cada aplicação.

Se um homem com tetraplegia não tem a capacidade de operar uma bomba de vácuo, ou aplicar a injecção por si mesmo, sua companheira deverá aprender a fazer isso por ele. Muitos casais aprendem a incorporar esses recursos como parte do ato sexual e até descobrem que eles podem aumentar a excitação. Quando nem a bomba de vácuo e nem a injecção produzem os efeitos desejados os homens com LM podem optar por fazer um implante cirúrgico de um aparelho semi rígido ou inflável no pénis. "Existem muitos tipos de implantes penianos mas, os que funcionam melhor para os homens que não possuem sensação são os que possuem um sistema de auto insuflação", diz Berger. Nestes sistemas, uma pequena bomba, usualmente localizada na ponta do pénis, insufla o implante com fluído quando a erecção é desejada. Na LM, a falta de sensação pode levar a um problema de erosão peniana que é uma lesão feita na pele, provocada pelo o implante, e que acontece devido a falta de sensibilidade local. Implantes que se tornam flácidos quando não estão em uso criam menos pressão sobre a pele e também menos risco de erosão.

Implantes penianos são também úteis para homens que tem problema com o uso de catéter de borracha e apresentam retracção peniana. No entanto, a colocação de um implante peniano danifica o tecido eréctil do pénis. Se um implante for removido, o tecido não funcionará tão bem como funcionava antes do implante ser colocado. "Implantes também são muito dispendiosos custando uma faixa de US$10.000 (dólares), ou mais, pelo implante e mais a cirurgia para colocá-lo", diz Berger. "Desta maneira, nós aconselhamos que sejam tentados outros métodos mais baratos e reversíveis em primeiro lugar".

Tecnologia e medicina podem tornar a relação sexual possível para homens com LM mas, o ato sexual em si não será o mesmo de antes da lesão. Sem a sensação genital e/ou o orgasmo, os homens com LM normalmente devem aprender a focalizar a relação sexual em outras formas alternativas de estimulação. "Outras áreas do corpo frequentemente se tornam mais sensíveis", diz Berger. "Quando os homens com lesão medular sonham," ele adiciona, "eles normalmente sonham consigo mesmo como não possuindo LM. No sonho eles podem sentir tudo. Eu conheço alguns deles que conseguem se colocar dentro de um sonho quando vão fazer sexo."

"Homens com paralisia também se tornam mais concentrados em proporcionar prazer as suas companheiras e isso proporciona a eles próprios mais prazer", diz Berger. "Eles gostam de observá-las e isso estimula o desejo deles em querer fazer as coisas funcionarem o mais próximo do normal possível. Imaginar que eles podem funcionar sexualmente e satisfazer suas companheiras sexualmente traz satisfação e muito mais ainda quando eles conseguem realizar isto de fato. Sexo é muito mais do que o que está entre as orelhas."

Fertilidade

Em muitos casos, os testículos continuam produzindo esperma após a LM mas, a ejaculação está impedida. Assim, o desafio para os homens com LM que querem tornar-se pais é conseguir retirar o esperma de dentro de seus corpos a fim de que ele seja utilizado em inseminação artificial. Existem 3 técnicas básicas: duas para induzir a ejaculação e outra envolvendo a remoção cirúrgica através de uma pequena incisão na bolsa escrotal. Porque o método cirúrgico pode causar ferimento e um possível bloqueio nos vasos deferentes, Berger diz que, geralmente, outros dois métodos, descritos a seguir, são tentados primeiramente.

Um deles é colocar um vibrador contra a cabeça do pénis para estimular o reflexo da ejaculação. Este método tem sido usado durante 13 anos e funciona bem em homens com injúrias abaixo de L2, nos quais os reflexos necessários estão praticamente preservados. "Um novo vibrador que foi criado tem trazido o índice de sucesso para cima de 70%", diz Berger. "É um método que pode ser usado em casa e o esperma pode ser inseminado em casa mesmo, usando-se uma seringa vaginal, o que faz com que todo o processo pareça menos clínico.

O segundo método, que tem sido usado por 6 a 7 anos é estimular a glândula prostática, a vesícula seminal e os vasos deferentes, com um cabo eléctrico introduzido no recto. A estimulação faz com que a glândula se contraia produzindo ejaculação artificial. Para os pacientes que possuem sensação, a eletroejaculação pode ser dolorosa e necessita ser realizada com anestésicos, diz Berger "mas, felizmente para a maior parte das pessoas que utilizam este método, elas não podem mais sentir dor".

Ambos os métodos, a estimulação vibratória e a eletroejaculação, podem causar disreflexia autonômica, assim, a pressão sanguínea deve ser monitorizada de perto, durante ambos os procedimentos. "Se alguém começar a apresentar elevação da pressão sanguínea nós interrompemos o processo." Os pacientes que apresentam disreflexia durante o procedimento podem ser tratados com uma droga tipo nifedipine antes de uma sessão futura, para controlar o problema.

"Outra preocupação com a indução da ejaculação é o nível de atividade e mobilidade do esperma que deve estar baixa, especialmente no principio da lesão", diz Berger. Em homens que não ejaculam o esperma fica depositado no trato por um longo período o que reduz a mobilidade do espermatozóide. Este problema pode ser melhorado frequentemente usando-se estimulações repetidas e tratando-se o esperma recém adquirido no laboratório com drogas que aumentam o nível de energia celular.

Com estes métodos, diz Berger, sua clínica atingiu um aumento no índice de gravidez próximo aos 30%. "Depende do quanto persistente as pessoas são" ele adiciona. Utilizando-se os melhores meios, pessoas com LM apresentam um índice de gravidez de apenas 20% ao mês, havendo necessidade de se repetir muitas vezes, antes que a inseminação artificial possa ser um sucesso. Nos últimos 5 anos, Berger estima que a sua clínica habilitou cerca de 20 homens a se tornarem pais.

Espinha Bífida

O que é a Espinha Bífida
A Espinha Bífida trata-se de um defeito congénito da medula espinal em que ocorre uma mal formação durante a concepção do tubo neural (que se forma aproximadamente 28 dias após a concepção). Assim, uma ou mais vértebras da coluna vertebral não serão correctamente encerradas, permanecem com uma fenda. Existem três tipos de espinha bífida, espinha bífida oculta, espinha bífida meningocelo e espinha bífida mielomeningocelo, cada um com características diferentes e consequentes gravidades
Espinha bifida oculta
Trata-se da forma menos grave sendo até a comum. Existe apenas uma pequena fenda nas vértebras, mantendo-se intactos todos os nervos e medula, não existem por isso consequências a qualquer nível para a pessoal que apresente este tipo de espinha bífida. Muitas pessoas passam a sua vida sem nunca tere conhecimento deste facto, ou descobrem-no por mero acaso, por exemplo, ao fazer um Raio-X devido a um problema que nada tem a ver este.
Espinha Bífida Meningocelo
Esta é a forma menos comum, tendo como sinal visível um cisto que forma uma protuberância na zona da coluna lombar coberta por uma fina camada de pele. Este cisto contém meninges e também fluido espinal mas os nervos não são afectados. Esta protuberância pode ser retirada cirurgicamente.
Espinha bífida Mielomeningocelo
Esta forma é a mais comum e a mais grave das três. Aqui o cisto não contém apenas meninges e fluido espinal mas também raízes nervosas da medula espinhal e às vezes até a própria medula. Como consequencia haverá paralisia e perda de sensibilidade abaixo da região danaficada. Frequentemente estas criança apresentam um mal posicionamento dos pés, um comprometimento do esfíncter anal e do mecanismo de contenção da urina.

Viver com a doença crónica

Um novo olhar

A ocorrência de patologias obriga o idoso a uma nova definição de “normalidade”. Conheça alguns truques para fazê-lo da melhor maneira.

Na idade avançada, não é raro a ocorrência de patologias, em particular com carácter crónico.
Este tipo de situações obrigam o idoso a ser capaz de encarar uma nova definição de “normalidade”, em relação às suas actividades diárias, tendo em conta as limitações daí decorrentes.

Para essa definição, é crucial o apoio do médico assistente e dos amigos e familiares no sentido de um conhecimento das tarefas que são úteis fazer e das actividades que, pelo contrário, não deve executar.

Para certo tipo de situações, a fisioterapia pode ser um apoio importante. No caso de não ser possível o recurso a fisioterapia de manutenção, se houver oportunidade para que, pelo menos, o fisioterapeuta faça o ensino de determinados movimentos que o idoso possa realizar sozinho, essa já será uma ajuda excepcional.

É fundamental conhecer as actividades que devem ser mantidas, para que se contrarie o avanço que as situações crónicas geralmente têm, nomeadamente em relação às suas repercussões. Este aspecto pode ser particularmente notório em relação à patologia osteoarticular e respectivas limitações.

Também importante é enquadrar as terapêuticas nas actividades normais do dia-a-dia, para que não haja esquecimento e para que não haja o sentimento de fuga (natural) daquilo que não se considera normal.

Truques que facilitam

As limitações decorrentes das doenças crónicas devem ser aproveitadas para outras actividades. A auto-educação, canalizando tempo para a leitura (quando o problema não é oftalmológico) e a música (quando o problema não é otológico) podem ser muito úteis.

A aprendizagem da utilização “simples” das novas tecnologias (como o acesso ao computador e, através dele, à Internet) pode ser de grande ajuda para este aspecto.

Muitas vezes a grande limitação está na tolerância à execução de determinadas actividades.

Muitas destas afecções crónicas acompanham-se de cansaço fácil. Se o idoso for capaz de aprender a viver e funcionar num ritmo mais lento (considerando esse o seu novo ritmo normal) na execução das tarefas, poderá executá-las todas. Tal permite, por exemplo, manter uma actividade física diária fundamental para conservar a agilidade mínima do sistema osteoarticular, para a sua mobilização e actividade independente.

Nesta redefinição de normalidade é também importante a redefinição do local onde o idoso vive. Sem alterar significativamente o local de vida, e sempre com o seu acordo, é importante tentar eliminar as barreiras físicas existentes.

Um exemplo simples é o caso de passadeiras e tapetes que podem facilitar o tropeçar e levar a quedas, que neste grupo etário podem ter consequências terríveis. Uma análise simples dos locais onde o idoso está habitualmente, permite identificar esse tipo de alterações.

As novas tecnologias põem também ao dispor do idoso um conjunto de mecanismos de chamada de apoio. A utilização de bips e sistemas vários de alarme permitem avisar os familiares ou amigos mais próximos de que o idoso precisa de qualquer tipo de apoio.

Estes vários "truques" permitem, sem interferir de forma marcada com a liberdade de movimentos do idoso e com os seus hábitos, fazer uma redefinição do norma

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Flexiteste

O Flexiteste é um método adimensional para a medida e avaliação da flexibilidade. O método consiste na medida e avaliação da mobilidade passiva máxima de 20 movimentos articulares corporais (36 se considerados bilateralmente), englobando as articulações do tornozelo, joelho, quadril, “tronco”, punho, cotovelo e ombro. Oito movimentos são feitos nos membros inferiores, três no tronco e os nove restantes nos membros superiores. A execução dos movimentos é feita em um sentido distal-proximal. Cada um dos movimentos é medido em uma escala crescente e descontínua de números inteiros de 0 a 4, perfazendo um total de cinco valores possíveis. A medida é feita através da execução lenta do movimento até a obtenção do ponto máxi mo da amplitude e a posterior comparação entre os mapas de avaliação e a esta amplitude máxima obtida pelo avaliador no avaliado. Habitualmente, o ponto máximo da amplitude de movimento é detectado com facilidade pela grande resistência mecânica à continuação do movimento e/ou pelo relato de desconforto local pelo avaliado.
A atribuição dos valores numéricos se dá sempre que a amplitude alcançada é igual a existente no mapa de avaliação.


Quando a amplitude alcança a posição 2 do mapa é atribuído o valor 2, permanecendo nesse valor até que a amplitude máxima obtida alcance o nível correspondente ao valor 3. Não existem valores fracionários ou intermediários, nem a medida é feita pelo valor que mais se aproxima. Normalmente, o teste só é aplicado no lado direito do corpo (somente em condições de uso extremamente díspares ou em condições patológicas acontece diferenças apreciáveis entre os dois dimídios corporais) e sem aquecimento físico prévio. O tempo de execução do teste varia de acordo com a experiência do avaliador e com as condições do avaliado, mas tipicamente situa-se entre três e cinco minutos, empregando uma seqüência modificada dos movimentos, na qual são minimizadas as mudanças de postura corporal.
A sequência adotada atualmente é, com pequenas adaptações em relação a proposta original: (deitado na posição supina) I, II, V; (deitado em posição pronada) III, VI, X, XI, XVII, XVIII, XIX, XX; (deitado em posição lateral) VIII; (sentado) IX, VI I; (em pé) XVI, XII, XIII, XIV, XV e IV

As medidas são geralmente avaliadas de acordo com a escala a seguir:
0 - Muito pequena;
1 - Pequena;
2 - Média;
3 - Grande e
4 - Muito grande.

Pela natureza da escala e pelo modo como foram propositadamente desenhados os mapas de avaliação, observa-se uma distribuição gaussiana para os dados, de forma que a tendência central é o valor 2, os valores 1 e 3 são menos freqüentes e os valores extremos, isto é, 0 e 4 são bastante raros. Dessa forma, muito embora a análise do Flexiteste possa e deva ser feita para cada um dos movimentos e/ou articulações, é válido somar os resultados obtidos nos 20 movimentos isolados e obter um índice global de flexibilidade ou mobilidade articular denominado de Flexíndice. Em adendo, com a natureza gaussiana das escalas de cada movimento e a global, é possível estudar todo o espectro da mobilidade, já que os valores extremos máximos - 0 e 80 pontos - nunca foram, na prática, obtidos. Dessa forma, não houve os denominados efeitos solo e/ou teto, que tanto dificultam a utilização clínica de certos testes mais simples.

Pilates

Pilates é um método de alongamento e exercícios físicos que se utilizam do peso do próprio corpo em sua execução. É uma técnica de reeducação do movimento, composto por exercícios profundamente alicerçados na anatomia humana, capaz de restabelecer e aumentar a flexibilidade e força muscular, melhorar a respiração, corrigir a postura e prevenir lesões.
Elaborado em 1920 pelo alemão Joseph Pilates, teve diversas influências como yoga, zen budismo, artes marciais e exercícios praticados pelos antigos gregos e romanos. Pensando no princípio de “mente Sã e corpo São”, Joseph criou uma atividade física baseada em seis princípios básicos: respiração, concentração, controle, alinhamento, centralização e integração de movimentos. Bem executada e orientada, não traz impactos nocivos para as articulações, ligamentos e musculatura. Qualidade de vida, consciência corporal, respeito e integração plena corpo-mente são o foco desse método.
Pilates também inventou muitas máquinas para fazer exercícios. Na criação dos aparelhos ele aproveitava partes dos amortecedores dos carros alemães, isso durante a 1ª Guerra Mundial, após o fim da guerra e com a Europa toda destruída,ele mudou-se para Nova York, onde aperfeiçoou sua técnica e suas máquinas.
Deve sempre ser aplicado por educadores físicos ou fisioterapeutas, através de aulas que usualmente têm duração de 1 hora em aparelhos próprios ou no solo.
Para saber mais sobre a arigem clique AQUI
Revista Pilates AQUI

Microfisioterapia

A microfisioterapia é uma técnica de fisioterapia manual criada pelos franceses Daniel Grosjean e Patrice Bénini. Sua elaboração e formulação foram iniciadas na década de 80, baseando-se na embriologia e na filogênese.
Funcionamento
Tal técnica consiste em identificar os traços deixados por eventos ocorridos e não eliminados pelo organismo, que a posteriore, manifestam-se de diversas formas. Uma vez encontrados tais traços, realiza-se manualmente mecanismos de auto-correção para o restabelecimento das funções do organismo, eliminando assim doenças e promovendo a saúde.
O tratamento pode ser preventivo ou curativo, sendo realizado após uma agressão ou um evento de perturbação, no intuito de auxiliar o corpo a reagir e promover sua auto-cura. Isso tudo não se opõe à medicina de emergência (drogas, cirurgias, etc.). A microfisioterapia não causa uma ação direta no sintoma, como um remédio de emergência, mas sim em sua causa primária.
Seus princípios de cura são semelhantes aos da homeopatia, já que ambas seguem duas leis: a cura pelo infinitesimal (o medicamento diluído, a palpação mínima) e pela similitude (o semelhante cura o semelhante). É um método que vem a complementar a medicina tradicional.
Atualmente cerca de 5.000 microfisioterapeutas atuam na Europa, a maioria na França e na Bélgica. No Brasil, a técnica começou a ser difundida em 2005, tratando-se de um curso de extensão para médicos e fisioterapeutas, com duração de dois anos.
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Forno de Bier

O Forno de Bier é um exemplo de termoterapia, isto é, o uso de mudanças de temperatura com fins terapêuticos. No entanto, existem poucas evidências científicas de sua efetividade no tratamento de patologias. É considerado um recurso antiquado e atualmente em desuso por haver métodos com segurança e efetividade já comprovadas. Ainda é utilizado, no Brasil, em serviço de infraestrutura precária ou por profissionais pouco preparados.
Basicamente é um forno usado com ênfase terapêutica, visando principalmente provocar uma dilatação nos vasos sangüíneos superficiais que promoverão uma vascularização em algumas parte do corpo, como extremidades (braços e pernas). Seu calor é considerado superficial e de rápida dispersão, não atingindo de forma eficiente a profundidade de tendões, músculos e articulações. Exitem métodos de termoterapia mais eficazes no aquecimento de tecidos mais profundos como o ondas curtas e ultrassom.
Sua temperatura terapêutica pode variar de 40 a 50°C, onde antes de utilizá-lo, o paciente ou cliente deverá ser submetido a testes de sensibilidade cutânea.
Quanto às suas modalidades tem-se calor seco e calor úmido, na primeira técnica a aplicação é de forma tradicional, na segunda coloca-se uma toalha úmida no local a ser tratado.
Fisicamente, na técnica calor seco a transmissão física tendenciosamente é por convecção, onde para as interfaces posteriores, a transmissão fica a cargo da condução. No caso calor úmido, a técnica de transmissão de calor é por condução, já que aquece-se a toalha com consequente aquecimento posterior dos tecidos orgânicos.
A duração da técnica é de aproximadamente 30 a 40 minutos, onde o resultado esperado é o da hiperemia (vermelhidão local), sinal este da vasodilatação.
Deve-se enfatizar que o teor da hiperemia é baseada na resposta sanguínea local e também no tom de pele do indivìduo submetido ao equipamento.
Tipos de Forno de Bier: 1) com termostato - o aparelho apresenta um termostato de controle de temperatura 2) sem termostato - apenas apresenta uma tecla (on/off)
É de total importância que durante uma aplicação fique claro que por ocluir as entradas do equipamento, a temperatura subirá durante a sessão terapêutica o que torna necessário manter uma temperatura ideal para cada indivíduo, logo a temperatura do termostato não representa a temperatura interna do equipamento, fator este que acaba trazendo desconforto aos pacientes em geral.
Formas de manutenção da temperatura: 1) Perguntar ao paciente ou cliente se está confortável. 2) Colocar a mão no interior do equipamento 3) Se possível deixar alguns minutos um termômetro em seu interior.
História
O equipamento tem como histórico, seu desenvolvimento datado no período das grandes guerras, visto a grande incidência de amputações e lesões traumato-ortopédicas geradas nas mesmas.
Aceitação no mercado
Atualmente, sua procura no mercado Brasileiro aumentou, visto o advento de inúmeras técnicas usadas na Fisioterapia Dermatofuncional e Estética em geral.
Indicações
Artralgia
Artrose
Artrite(fase crônica)
Contusão
Contratura
Distensão
Dorsalgia
Entorse(fase crônica)
Espondilite
Lombalgia
Mialgia
Pós-Gesso
Pré-Cinesioterapia
Contra-Indicações
Perda de sensibilidade
Áreas anestesiadas
Transtornos circulatórios graves
Processo Inflamatório agudo
Estados febris
Período menstrual(lombar)
Infecção renal e urinária(lombar)
Gestante(lombar)

Exercícios Kegel

Exercícios Kegel - é o nome de um determinado tipo de exercício físico que foi criado por Arnold Kegel, na década de 40, e que tem como finalidade fortalecer o músculo pubococcígeo.
Este exercício consiste na contracção e descontracção destes músculos, que são por vezes nomeados músculos de Kegel, numa referência ao exercício. O objectivo deste é restaurar o tónus muscular e força do músculo já referido de modo a prevenir ou reduzir problemas do pavimento pélvico e aumentar a gratificação sexual.

Os exercícios de Kegel são tidos como um bom meio para tratar o prolapso vaginal e prevenir o prolapso uterino nas mulheres. Pode ser também benéfico no tratamento da incontinência urinária, tanto nos homens como nas mulheres. Os exercícios de Kegel são também conhecidos como exercícios do pavimento pélvico ou simplesmente Kegels.

Embora o Dr. Arnold Kegel tem contemporanizado e popularizado estes exercícios, a sua prática já era conhecida dos Taoístas da China antiga. Estes desenvolveram os exercícios com vista a melhorar a saúde, a longevidade, a gratificação sexual e o desenvolvimento espiritual.
Benefícios nas Mulheres
Factores como a gravidez, o parto e o excesso de peso podem resultar no enfraquecimento dos músculos da pelve. Os exercícios de Kegel são úteis, em alguns casos, na recuperação da força desses músculos. Os exercícios de Kegel praticados regularmente podem também aumentar o prazer nas relações sexuais, tanto para as mulheres como para os seus parceiros. Depois do parto, a prática destas contracções do pavimento pélvico durante as relações sexuais com uma parceiro masculino, permite um feedback imediato do seu parceiro, que pode dizer se sente ou não os músculos a contrair à volta do seu pénis. Desta maneira, uma mulher que recentemente deu à luz pode treinar para restituir aos seus músculos do pavimento pélvico a força e o tónus que tinha antes do parto.
Benefícios nos Homens
Os homens também podem usar os exercícios de Kegel para fortalecer os músculo pubococcígeo, que poderá permitir que cheguem ao orgasmo sem ejaculação e até obter vários climaxs durante a actividade sexual. Nos homens, este exercício eleva os testículos, e também reenforça o músculo cremaster e o esfíncter anal. Enquanto as mulheres podem potenciar o exercício oferecendo resistência isométrica à contracção, por exemplo, comprimindo um objecto como uma esponja ou mesmo o pénis do parceiro, não se conhece nenhum exercício funcional para aumentar a resistência aos exercícios de Kegel masculinos. Alguns acreditam que deitando uma toalha sobre o pénis erecto e elevando-a poderá ser uma maneira de potenciar o exercício.
Mas a força aplicada neste processo será aos músculos limitados à função biológica da erecção do pénis e de resistência ao dobramento, onde entram factores como o fluxo sanguíneo ('dureza'), a construcção genética e a integridade do tecido muscular. Nenhum estudo sério tem sido feito sobre o 'bodybuilding' e aumento de força do pénis por este método, apesar de definitivamente existir um grande mercado do reino do aumento do pénis e vários mitos urbanos da existência de tais métodos que alimentam este mercado. O trabalho na região pélvica sensibiliza dando ao treinando melhor resposta erógena. Isso é fato. É fato também que homens buscam o método de contração e auto manipulação para melhorar sua perfomace sexual.
Preocupações Potenciais
Os músculos puboccígeos são os usados para parar o fluxo de urina durante a micção, e estes podem ser facilmente identificados deste modo. Contudo, depois do músculo identificado, não é recomendado praticar os exercícios de Kegel durante a micção pois isto pode levar a infecções do trato urinário